LÚPUS E OS OLHOS

February 25, 2018

É aconselhável que os pacientes de lúpus realizem periodicamente exames oftalmológicos, para detectarem precocemente qualquer alteração provocada pela doença ou por medicamentos usados no tratamento.

Pesquisas têm confirmado que o lúpus altera todas as estruturas oculares e anexos.

 Além das alterações oftalmológicas induzidas pela doença, as drogas utilizadas para o tratamento são potencialmente danosas para o olho. Os corticoesteróides são reconhecidamente drogas indutoras de catarata e glaucoma, enquanto os antimaláricos podem causar toxicidade da retina.

As alterações oftalmológicas mais frequentes nos pacientes do lúpus são a Síndrome do Olho Seco e a Catarata. A primeira parece estar mais relacionada ao lúpus em si, ao passo que a segunda possivelmente se relaciona ao uso crônico de corticoesteróides no tratamento da doença.

As manifestações clínicas são em sua maioria de bom prognóstico, porém pode haver casos graves levando à cegueira irreversível. 

Este estudo teve como objetivo analisar ensaios clínicos feitos na investigação do efeito da suplementação com vitamina D sobre o lúpus eritematoso sistêmico. A pesquisa foi feita nas bases de dados Scopus, PubMed e Biblioteca Cochrane, de agosto a setembro de 2016, sem limite de ano de publicação, restrição de gênero, idade e etnicidade.

 

Para a questão norteadora foi empregada a estratégia Pico. Para avaliar a qualidade das publicações usaram‐se o protocolo Prisma e a escala de Jadad. A análise do risco de viés dos ensaios clínicos ocorreu pela ferramenta de colaboração Cochrane. Após o processo de seleção e remoção de artigos duplicados, quatro artigos foram identificados como elegíveis.

 

Os resultados de três estudos mostraram efeito positivo da suplementação na redução da atividade da doença e melhoria significativa nos níveis de marcadores inflamatórios, fadiga e função endotelial. Em apenas um estudo não houve melhoria na atividade da doença após a suplementação. Ademais, todos os estudos apresentaram aumento dos níveis séricos de vitamina D.

 

Os dados desta revisão fornecem evidências dos benefícios da suplementação com vitamina D sobre o lúpus em pacientes com insuficiência/deficiência. Contudo, ainda é necessário elucidar a atuação do nutriente na proteção contra esse distúrbio metabólico, bem como a padronização do tipo, da dose e do tempo de suplementação com vitamina D.

Realizado estudo epidemiológico de pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico, em populaçã da Amazônia Oriental

January 28, 2018

Foi realizado estudo transversal dos pacientes portadores de LES internados no Hospital Universitário João de Barros Barreto, período de 1999 a 2006, incluindo indivíduos com idade superior a 12 anos

e com 4 ou mais critérios propostos pelo Colégio Americano de Reumatologia, coletando os dados pela

análise dos prontuários .

Os resultados mostraram que a maioria dos pacientes era do sexo feminino (87,5%), pardos (59,7%), solteiros (65,3%), faixa etária de 20 a 30 anos, procedentes da região metropolitana de Belém. Os critérios para LES mais freqüentes foram: FAN positivo (75%), distúrbio hematológico (66,7%) e distúrbio renal (62,5%). A evolução a óbito ocorreu em 15,3%.

Observou-se que na população estudada, os casos de LES eram característicos de mulheres jovens, pardas, procedentes da região metropolitana, sendo a positividade do FAN, a presença de distúrbios hematológicos e renais, os critérios mais freqüentes, com mortalidade de 15,3 %.

Lúpus: Benlysta® (belimumabe) autoinjetável é aprovado nos EUA

July 24, 2017

O Food and Drug Administration (FDA), agência americana para regulamentação de medicamentos, aprovou Benlysta® (belimumabe) autoinjetável para o tratamento de lúpus eritematoso sistêmico. Com essa nova formulação, pacientes vão poder realizar o tratamento em casa.

Segundo comunicado da GSK, fabricante do medicamento, Benlysta® autoinjetável estará disponível como uma seringa pré-cheia de dose única ou um autoinjetor de dose única.

A aprovação foi baseada nos resultados de um ensaio clínico de fase III (BLISS-SC), que incluiu 836 pacientes randomizados para receber 200 mg por semana de belimumabe subcutâneo ou placebo, além dos cuidados padrões por 52 semanas.

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